Rayssa Leal: conheça a Fadinha do Skate!

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As mulheres estão dominando muitas áreas da sociedade, seja em termos profissionais, no dia a dia e, principalmente, no esporte. Nem só de homens vive o skate, mas de mulheres que são muito feras andando e mandando manobras radicais, como é o caso de Rayssa Leal. E se você pensa que é uma pessoa adulta já, com vários anos de experiência, pensou errado!

Rayssa tem apenas 13 anos e é moradora de Imperatriz, uma cidade localizada no interior de Maranhão, e já fez o seu nome não só em nível nacional, mas mundial. É por isso que, como grandes apreciadores das skatistas femininas brasileiras, não poderíamos deixar de prestar o devido conhecimento à prodígio fazendo um post super bacana e completo! Então, bora!

Rayssa Leal e seu início no skateboard

Ela, desde os seus 6 anos, após ganhar um skate de presente de aniversário, é uma praticante do esporte. E não demorou muito para pegar o jeito da coisa não, viu?

Ela é realmente um prodígio, afinal, apenas um ano depois de ganhar seu presente, os pais a levaram para o Campeonato Brasileiro, que aconteceu na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, como uma das competidoras. Rayssa tinha apenas 7 anos e foi competir, ou seja, os pais viram o enorme potencial que a garota tinha!

Seu apelido “Fadinha” veio através de uma fantasia. Ela conta que, no feriado de 7 de setembro, sua escola resolveu fazer o desfile com a temática do desenho animado Peter Pan. Nisso, escolheram ela para ser a sininho e sua avó costurou toda sua fantasia.

Depois de cumprir o que precisava, ela, na ânsia de andar de skate logo, apenas colocou a meia e o tênis no pé e partiu para a Calçadaria da Terra, um pico em que todos os skatistas da região vão para mandar suas manobras e praticar. A mãe começou a filmar e ela acertou o famoso heelflip vestida de fadinha. O vídeo foi editado e postado nas redes sociais e foi um sucesso, viralizou tanto que até a lenda do skate Tony Hawk postou o vídeo no Instagram tornando a Rayssa conhecida mundialmente na cena do skate!

Trajetória de vitórias

Depois de ter viralizado, ela continuou praticando a sua modalidade favorita, o street, e, com mais idade, participou de outros eventos consagrados nesse meio, ganhando vários deles, como o primeiro lugar no FAR’n HIGH International Skateboard Contest, que ocorreu na França em 2019!

Além disso, aqui em terras brasileiras ela também conquistou seus títulos, sendo a campeã brasileira de 2019, tirando o primeiro lugar de Pâmela Rosa. E, lá fora, ela foi vice-campeã mundial!

Ainda, com a idade de 11 anos, seu nome entrou para a história como uma das skatistas mais jovens a vencer uma das etapas da SLS (Street League Skateboarding) de Los Angeles, tendo, antes, ficado com o bronze no SLS de Londres.

Pensa numa skatista fera e multiplica! Pelo pódio em L.A., Rayssa ficou em segundo lugar no ranking mundial do street da categoria feminina, ganhando pontos para participar das Olimpíadas de Tóquio.

E para afirmar ainda mais toda a sua habilidade, ela conquistou o quarto lugar na etapa de Mineápolis dos X-Games. E foi a sua estreia! Olha quanto potencial a menina que acabou de entrar na adolescência tem.

Vale frisar que tudo isso foi conquistado conciliando os estudos. Rayssa Leal e seus pais sabem que esse tipo de conhecimento também é muito importante. Apesar de todas as dificuldades impostas pela pandemia, seus pais encontraram maneiras diferentes de mantê-la praticando, como construindo uma rampa no quintal.

Rayssa Leal e as Olimpíadas de Tóquio

No ranking do STU National – Circuito Brasileiro de Skate Street de 2021, publicado pela Confederação Brasileira de Skate, o nome da Fadinha apareceu em primeiro lugar.

O SLS de Los Angeles rendeu pontos para as Olimpíadas, assim como o Dew Tour, realizado no mês de maio, que rendeu o segundo lugar à Fadinha e o primeiro à Pâmela Rosa. O Brasil chegou a Tóquio com 12 atletas preparadíssimos para concorrer no Skate.

A fadinha já era uma das promessas do skate feminino brasileiro nas Olimpíadas de Tóquio. Juntamente com Pâmela Rosa, Letícia Bufoni e outras, ela representou o país com categoria, muita leveza e diversão – protagonizou momentos de dança e descontração em meio à competição.

Ela foi a única skatista brasileira a chegar à final da modalidade. Com manobras precisas e quase impecáveis, Rayssa Leal se tornou a brasileira mais jovem a conquistar medalha olímpica: com apenas 13 anos, Rayssa Leal ganhou medalha de prata no Skate Street nas Olimpíadas de Tóquio, a primeira em que a modalidade foi considerada olímpica.

Os desafios e a vontade de evoluir de Rayssa Leal

Quem vê a menina mandando várias manobras no street não imagina que ela aguentou muita barra pesada, como bullying e falta de apoio, principalmente dos próprios familiares. Em entrevistas, ela contou que pessoas da escola e parentes tentaram fazer com que ela desistisse de qualquer jeito. Afinal, “skate é de menino”…

Esse pensamento retrógrado não é algo que temos aqui e que nem outras pessoas devem ter. O skate está aí, é parte da cultura das ruas, promove interação, desenvolvimento de habilidades e muitas experiências incríveis. Acreditamos que a Fadinha tem muitos caminhos vitoriosos a trilhar. Talento ela tem de sobra, o importante é não desistir!

E você, já se imaginou competindo em grandes campeonatos como as Olimpíadas? Conhecia a Fadinha e sua trajetória? Conte para nós e não se esqueça de ficar sempre ligado(a) nas publicações do nosso blog. Até a próxima!

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